Muito nervoso e após insistência da criança, resolveu reabrir a farmácia para ir buscar o remédio. A sua insensibilidade perante aquele momento era tal, que acabou por pegar o remédio mesmo no escuro, entregando-o à criança, que agradeceu e saiu dali às pressas. Minutos depois, percebeu que tinha entregado o remédio errado para a criança e, se aquela mãe o tomasse, teria morte instantânea.
Desesperado, tentou alcançar a criança, mas não teve êxito. Gritou em desespero… e o tempo passava e nada acontecia. Sem saber o que fazer e com a consciência pesada, ajoelhou-se, começou a chorar e a dizer que se realmente existisse um Deus, que não o deixasse passar por assassino. O tempo passava e ele, de joelhos, ficava a pensar que a mulher poderia já estar morta e, certamente, ele teria de pagar por isso.
Refletiu sobre as suas intemperanças, sobre o seu mau-humor e, principalmente, sobre a sua insensatez. De repente, sentiu uma mão tocar-lhe o ombro esquerdo e, ao virar, deparou-se com a criança em prantos. Naquele momento, ficou desconsolado. Mas tinha uma certeza: Deus, de facto existia. Já podia imaginar o que estava para lhe acontecer.
O choro e o olhar triste daquela criança atravessavam-lhe a alma. No entanto, como um lampejo de sabedoria, perguntou ao menino o que tinha acontecido. Então, aquela criança começou a dizer: “Senhor, por favor não brigue comigo, mas é que caí e parti o vidro do remédio, dá para o senhor me dar outro?”
Moral da História:
Mesmo que pareça que tudo está pertido, nada da certo, quanto mais você você se entrega a Deus, mais vem dificuldades. Lembre-se Deus sempre quer o melhor pra você, e sempre vai fazer da melhor forma possível. Mesmo que você não O entenda. Se o Senhor quebrou o seu vidro de "remédio" não foi para lhe tirar a benção, mas para te livrar da maldição.
Ainda que o pecador faça o mal cem vezes, e os dias se lhe prolonguem, eu sei com certeza que bem sucede aos que temem a Deus.
(Eclesiastes 8:12)