“Senhor Deus! Ta ligado naquela parada que nois conversamo? Pois é, Num deu certo. Eu acho qui não foi o Grande qui errou, fui eu. Prometi qui não ai passa a perna em ninguém, não ai logra minha nega, ia largar o tapinha do bék, não ia contar mais loróta, ai abandoná a galéra do breu, e qui o Senhor era o chéfe. Eu achava que tava certo! Que era só reza e beleza. Mas, agóra eu tô ligado! E Tô te pedindo perdão! Sei que o Senhor não é igual esses lóc, desses 171 do mundo. Mas, não quero mais ser um errado. Daqui pra frente vai ser otra vida. Em nome de Jesus eu te peço perdão!”
Talvez, você nem entendeu essa oração. Achou que ela engraçada, vazia, basica demais pra você, ou ainda julgou que Deus não daria atenção, pois o orador mal sabia se expressar. Preste atenção num detalhe! Enquanto ele se redimia perante o senhor você o julgava! Naquele momento Jesus o perdoava, enquanto você era condenado pela sua atitude.
O apóstolo Paulo escreveu que nós (e isto certamente o incluía) não sabemos orar como devemos. Lamentou ele: "não sabemos o que havemos de pedir como convém" (Romanos 8.26). Não fosse o todo do texto, deveríamos ficar desesperados.
Leiamos o texto:
“Porque na esperança fomos salvos. Ora, a esperança que se vê não é esperança; pois o que alguém vê, como o espera?
Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o aguardamos.
Do mesmo modo também o Espírito nos ajuda na fraqueza; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inexprimíveis.
E aquele que esquadrinha os corações sabe qual é a intenção do Espírito: que ele, segundo a vontade de Deus, intercede pelos santos.
E sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.”
Não julgue, para não ser julgado! Ore como for, pois o que tiver no seu coração é que será ouvido!